Logo em seguida à publicação no jornal, o vereador Dorlin Nunes Júnior (PSDB) apresentou projeto de lei para regulamentação do serviço de platão nas farmácias do município, cuja ação legislativa registrei
aqui.
Seria interessante que o leitor acessasse os links acima para ler todos os artigos publicados, mas como sei que muitos não gostam de fazer isso, apresentarei um resumo deles.
Em março de 2009, o projeto de lei do citado vereador foi retirado da pauta, pois havia dúvidas se a regulamentação do serviço pretendido poderia ser instituído através de projeto originário no legislativo. Além disso, havia a informação da prefeitura de que a atividade plantonista seria incluída na revisão do Código de Posturas que estava em andamento.
Em maio de 2009, diante da não regulamentação dos plantões farmacêuticos, o mesmo vereador apresentou indicação para que o Poder Executivo encaminhasse projeto de lei para regulamentá-lo. A indicação não foi atendida.
Passados dois anos, o problema persiste.
Eram 22h30 do último dia 06, quando precisei comprar um medicamento e não encontrei nenhuma farmácia aberta, em pleno verão, quando a cidade recebe turistas.
Na mesma noite, pelo twitter, lancei minha indignação no ar e cobrei a prometida regulamentação do serviço.
No dia seguinte, usei a mesma rede social para perguntar ao vereador Dorlin se competia à secretaria de saúde a resolução do problema.
Anteontem, o vereador respondeu: "@ Vou tratar deste assunto na próxima sessão! Informo qualquer novidade sobre este assunto tão importante que se arrasta há tanto tempo!"
Leitor, farmácia aberta é serviço essencial. É incompreensível que uma cidade com quase 40 mil habitantes não tenha uma farmácia disponível durante o período noturno.
Não dá mais para esperar pela tal revisão do Código de Posturas para ter o plantão regulamentado.
E, afinal, a quem compete a regulamentação?