Uma das principais obras realizadas em Imbituba foi a implantação da rede de tratamento de esgoto em parte dos bairros Paes Leme e Centro. Com essa obra se conseguiu salvar a
Lagoa da Bomba, ou, pelo menos, dar-lhe sobrevida.
Mas nem tudo são maravilhas nessa obra, a começar pelo próprio sistema de captação dos resíduos domésticos.
Em janeiro de 2010 já escrevi um artigo intitulado "
Casan não cobrará tarifa de esgoto até março". A isenção temporária da taxa, correspondente a 100% do valor do consumo de água, deu-se em razão das constantes reclamações dos usuários e em decorrência da não conclusão da obra, que apresentava problemas.
A isenção, entretanto, estendeu-se até este ano, quando voltará a ser cobrada no próximo mês.
Acessando o
link acima, você saberá por que a Casan cobra a taxa no percentual de 100%.
Aproveitando a oportunidade, é bom lembrar que a
água fornecida pela Casan está chegando aos usuários com coloração, no mínimo, suspeita.
O objetivo deste post não é, exclusivamente, de retomar a discussão acerca da tarifa. É o de mostrar que há problemas no sistema de captação de efluentes e se requer soluções.
As fotos neste post mostram uma das caixas de espera do sistema de captação. Vocês podem ver na foto que há uma espécie de lama negra saindo da caixa de espera. Essa "lama", leitores, é uma mistura de efluentes captados das casas, e, quando chove muito, essa "lama" sobe até o nível da rua e se espalha, causando odor insuportável, podendo ser sentido a longa distância.
Essas fotos foram cedidas por um morador do bairro Paes Leme, residente na Av. Santa Catarina, que já comunicou o problema à Casan, mas ainda não obteve resposta, embora funcionários da companhia estiveram no local e viram a merda "lama".
Naquele outro artigo que escrevi, eu já falei também sobre o mau cheiro que exala dessas caixas de espera, mesmo em dias sem chuva. Se isso é normal acontecer, resta-nos apertar o nariz.
Quando eu escrevia este artigo, na noite de ontem, fui informado de que uma moradora da mesma avenida sofreu com as chuvas que caíram horas antes. A água fez com que os resíduos saíssem da tubulação e chegasse até o pátio de sua residência. Segundo eu soube, os resíduos também entraram em seu banheiro, através do encanamento que liga à tubulação.
Parte da avenida foi inundada pelos resíduos misturados à água pluvial, formando uma imagem horrenda.
Na reunião realizada em janeiro de 2010, da qual eu falo no artigo acima linkado, o superindente regional da Casan, Oderi Pires, havia garantido que a implantação do sistema de captação de esgoto nos bairros Vila Alvorada e Vila Nova Alvorada iniciariam em março daquele ano. Entretanto, até hoje as obras não começaram.
Diante de situações como essas, já há quem queira municipalizar os serviços prestados pela estatal catarinense. Se for para melhorar a qualidade dos serviços e não virar cabide de empregos pra políticos, como há casos na Casan, a população agradece.
Na última sessão da Câmara, o vereador Dorlin Nunes Júnior requereu o comparecimento do agente regional e de técnicos da Casan para serem sabatinados pelos vereadores, acerca de todas as dúvidas que envolvem a captação de efluentes. A data ainda não foi marcada. Vamos ver quais serão as respostas.