
No dia 29 de maio, ainda quando escrevia no jornal O Popular, publiquei em minha coluna a seguinte previsão:
Leitores, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados deu parecer favorável ao projeto sobre a legalização do jogo de bicho, sob o argumento de que essa atividade gera mais de 300 mil empregos. Isso quer dizer que, logo, logo, será aprovada a liberação dos bingos e máquinas de caça-níqueis, utilizando-se o mesmo argumento. E a lavagem de dinheiro, com isso, será muito mais fácil neste Brasil de impunidades e corrupção!
E não deu outra! Nesta semana, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou o projeto de lei que libera o funcionamento de bingos e máquinas caça-níqueis, como o videopôquer e o videobingo. Os cassinos foram retirados do projeto.
O projeto de lei será apreciado pelo plenário e, se aprovado, segue para o Senado.
Os empresários desse setor esperam que, ainda neste ano, a projeto seja transformado em lei.
Consta no projeto que a União e os Estados receberão 17% das receitas desses jogos de azar, que serão
desviados para outras áreas destinados para a saúde, no percentual de 15%, enquanto cultura e esporte receberão 2%.
Só com taxas para funcionamento dessas casas os cofres públicos devem arrecadar cerca de R$ 230 milhões.
Então, leitores, haverá no Brasil mais uma forma fácil de lavar dinheiro do tráfico, da corrupão e de outros crimes. Se isso já acontecia com as loteriais oficiais (lembram do caso dos anões do orçamento), imaginem o que acontecerá nesse tipo de atividade privada.
Há vários argumentos que favorecem a aprovação no Congresso, mas nas estatísticas não são mostradas quantas famílias serão destruídas por causa da jogatina. Não mostram o custo social ou da própria saúde pública, pois muitos jogadores compulsivos acabam com depressão ou nas drogas ou no álcool. (fonte site
correio24horas)