Sabe, leitor, sei que você, assim como eu, que se sente impotente diante de tanta canalhice na política; por observar que o mundo dá milhares de voltas e nós não saímos do lugar; por sonhar que um dia será melhor, mas esse dia nunca chega; que constata que o homem é um ser egoísta e não solidário; que os sorrisos petrificados na cara de certas pessoas não passam de uma grande falsidade; que os discursos decorados já nos enjoa e nos mata de tanta indignação; que as argumentações e justificativas possuem apenas o poder como objetivo; que embora cenas diferentes sejam prometidas, vivemos um constante "déjà vu"; para nós, leitor, que seremos sempre cidadãos sem cidadania, trago para reflexão um pensamento e um pequeno vídeo. De minha parte, eu sinto vergonha de mim, também. E você, sente vergonha de si mesmo?
Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada. (frase da filósofa russo-americana Ayn Rand (judia, fugitiva da revolução russa, que chegou aos Estados Unidos na metade da década de 1920)
O vídeo mostra uma interpretação de Rolando Boldrin, cujo teor, bem conhecido, é de autoria de Ruy Barbosa, mas, infelizmente, é sempre atual.