Nesta semana, eu conversava com um imbitubense que disse estar "sentindo mudanças no Brasil", com referência a uma indignação maior da população diante da corrupção que vemos noticiada diariamente na imprensa.
Por outro lado, eu disse que é flagrante a indignação nas redes sociais, mas que não há, na prática, qualquer desejo desses indignados em participarem de qualquer manifestação pública nas ruas.
Citei como exemplo postagens nas redes sociais Facebook e Twitter, nas quais inúmeros usuários ridicularizavam o fato de se promover marchas em favor de algum objetivo considerado não muito importante, mas não se marchava contra a corrupção.
E eu disse a ele que essas mesmas pessoas, que reclamavam da inércia da sociedade frente a um quadro endêmico de corrupção no país, apenas reclamavam ali, no mundo virtual, confortavelmente em suas casas.
Contudo, tal fato, por si só, já seria uma manifestação contra a
corrupção, um mal que persiste. Pior seriam aqueles usuários que nem isso têm a coragem de fazer.
Em nossa breve conversa, ele informou que um grupo de pessoas, acompanhando a manifestação nacional, usará roupas pretas no dia 07 de setembro, quando do desfile na Av. Dr. João Rimsa, cujo objetivo é mostrar o repúdio ao que está acontecendo no Brasil e contagiar outras pessoas que se apresentam inertes e se calam, mesmo vendo a roubalheira e a impunidade no mundo político brasileiro.
Em razão dessa informação recebida, postei no Facebook e no Twitter um chamamento para que todos os interessados em participar dessa manifestação silenciosa comparecesse vestindo roupas pretas, no próximo dia 07. Como eu previa, um ou outro disse que marcaria presença.
Pergunto: será que o cidadão fica mesmo revoltado em ver a bandalheira que está instalada no Brasil?
Como diz um trecho de uma música do grupo Legião Urbana, "Até bem pouco tempo atrás,
Poderíamos mudar o mundo. Quem roubou nossa coragem?"
Eu estarei lá!