Em 1987, há exatos 24 anos, a população de Imbituba foi surpreendida com uma forte chuva de granizo, atingindo principalmente os bairros Paes Leme e Centro.
Procurei na internet alguma imagem da destruição provocada pelos granizos, mas nada encontrei. Consegui garimpar algumas fotos, pois, ao que parece, as pessoas preocuparam-se em consertar os telhados e salvar seus bens, não havendo qualquer interesse em registrar em fotografias as cenas da calamidade.
Diante da data histórica, antecipei para hoje o post "Imagem da semana".
A seguir, transcrevo do livro "Redescobrindo Imbituba: origem e evolução" um relato sobre aquele fatídico 13/07/1987:
Chuva de granizo
Em pleno inverno, o 13 de julho de 1987, em Imbituba, foi um dia abrasador. Por volta das 17 horas, o céu começou a ser coberto por densas nuvens negras, mescladas com uma tonalidade esverdeada. Vinte minutos após, começou a soprar um forte vento e caíram os primeiros granizos. O tamanho das pedras, contudo, foi aumentando, e elas foram caindo com maior intensidade. Num instante, as telhas das casas foram literalmente destruídas e os forros das residências começaram a vir abaixo.
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| Gravura extraída do livro "A catástrofe imbitubense" |
As pedras de gelo de até um quilo, estraçalharam parabrisas e amassaram latarias de veículos, cortando tubos e mangueiras, podando árvores. As redes de energia elétrica, água e telefone entraram em pane.
Muitas pessoas ficaram feridas. O hospital da cidade foi desativado devido a seu estado de destruição e os sessenta pacientes internados foram transferidos às pressas para o hospital de Laguna.
Cerca de 95% dos telhados das casas foram destruídos. Nas casas desprovidas de forro, as pedras caíram em cima dos móveis e eletrodomésticos, amassando e quebrando televisores, geladeiras, rádios e utensílios domésticos.
A população se protegia debaixo de lajes, mesas e camas. Todo esse pânico teve a duração de 20 minutos, quando, então, a tempestade abrandou. O amanhecer no município de Imbituba, no dia 14 de julho de 1987, mais parecia o dia seguinte a um bombardeio aéreo.
Em toda parte, casas totalmente destelhadas. Ainda se podia ver pedras de gelo de 500 gramas espalhadas pelo chão. Era uma desolação total. (FIGUEIREDO, 2000, p. 205)
Abaixo, as poucas fotos que consegui encontrar. Se alguém tiver alguma e quiser partilhar a imagem com os leitores, é só encaminhar para blogpenadigital@gmail.com.
A escuridão tomou conta do céu
Minutos depois, a catástrofe natural
Residência na Av. Santa Catarina
Foto de capa do livro "A catástrofe imbitubense" (Almir Martins)
Telhado de um dos galpões da Indústria Cerâmica Imbituba
(foto extraída do livro "Redescobrindo Imbituba")
Rua Otacílio de Carvalho
Rua Otacílio de Carvalho
Telhado da Farmácia Vila Nova
(Agradecimentos pelas fotos cedidas: Almir Martins; João Batista, da Farmácia Vila; e em especial a Marilete Souza Soares, da Ótica Esteio, que contribuiu com a maioria das imagens)