Recebi por email o texto abaixo e decidi republicá-lo no blog, para uma discussão sobre a nova proposta de desarmamento no Brasil. Querem um novo referendo ou um plebiscito.
Uma nova campanha pelo desarmamento seria realizada em junho deste ano, mas o governo aproveitou o sensacionalismo da imprensa sobre o inédito caso de Realengo e passou a falar constantemente sobre o desarmamento, antecipando a campanha para maio.
Dizem que Hitler providenciou o desarmamento dos judeus, antes de iniciar o genocídio.
O caso de Realengo, no meu ponto de vista, não pode ser usado como fato-propaganda para uma nova tentativa de desarmar a população. A morte das crianças não é um fato que - graças a Deus - acontece de vez em quando. Foi um ato isolado de um indivíduo louco. Um ato que pode ocorrer em qualquer lugar do mundo, quer seja proibido ou não o uso de arma de fogo. Pode-se matar várias pessoas com uma faca de cozinha; ou até com um guarda-chuva, como ocorreu no dia 14/04, em Porto Alegre.
É bom observar que as armas usadas pelo assassino de Realengo não foram adquiridas de forma legal.
O governo não consegue acabar com o tráfico de armas que abastece com armas pesadas as quadrilhas e os traficantes, mas pretende retirar do indefeso cidadão de bem o direito à segurança que ele entende ter na posse de uma arma legalizada.
Nos EUA, onde ter arma de fogo é uma tradição, mata-se quatro vezes menos que no Brasil. O problema não está, então, em ter ou não uma arma.
Nos EUA, depois do massacre ocorrido em Columbine, em 1999, um aparato de agentes de segurança e
câmeras de monitoramento passou a ser contratado em diversas escolas, até que se constatou que a escola em que ocorreu o crime possuía tudo isso, mas não se evitou a chacina. Sabem o que fizeram para aumentar a segurança? Leiam a resposta clicando
aqui.
É bom lembrar que os políticos que são favoráveis ao desarmamento têm segurança privada ou pública a seu dispor, que de uma forma ou outra é paga com dinheiro nosso.
Vamos ao texto do email:
SARNEY DEFENDE A PROIBIÇÃO DA VENDA DE ARMAS NO BRASIL! UM GOLPE FATAL NA DEMOCRACIA!
Sarney acaba de defender a revogação do chamado Estatuto do Desarmamento, aquele que, aprovado ao apagar das luzes de 2003, ainda sob a vigência do mensalão, prometia acabar com os homicídios, diminuir a criminalidade e desarmar os criminosos e malucos. Ele ainda vai mais longe, defende que uma nova lei seja aprovada imediatamente, proibindo qualquer possibilidade de o cidadão possuir uma arma legal.
O chamado Estatuto do Desarmamento falhou inexoravelmente em todos os quesitos em que se propôs a trazer melhoras. Nos últimos dados divulgados pelo Ministério da Justiça, o número de homicídios ultrapassa novamente a casa dos 50 mil mortos, a violência assola o Brasil, os malucos compram armas ilegais sem qualquer problema e os traficantes e membros do crime organizado desfilam com seus fuzis e metralhadoras.
Mas voltemos ao Sarney. Não se trata de qualquer um, não se trata apenas de um político demagogo querendo chamar atenção. Ele não precisa disso, afinal, de forma direta ou indireta, está no poder há mais de 30 anos ininterruptos, com democracia ou na ausência dela. Trata-se do presidente do Senado Federal, que, quando fala, o faz em nome daquela casa, de seus integrantes e, no atual momento, do próprio governo federal.
Sarney, então, propõe, na prática, que o resultado do referendo de 2005 seja apagado, cancelado por decreto! Será que todos conseguirão entender a gravidade disso? O duro golpe que a nossa recém-nascida democracia irá levar? O perigo de se abrir um precedente onde o “clamor popular” é mais forte que o voto e a Constituição?
A verdade é que não existe democracia onde o voto da maioria não é respeitado. Caminhamos para uma democracia de faz-de-conta. Uma democracia como a de Hugo Chaves e outros tantos tiranetes que infestam o mundo. Um exemplo do que não se pode fazer em uma democracia.
O mais grave é verificar o silêncio quase unânime da oposição, da imprensa, dos formadores de opinião. Triste Brasil, onde democracia é quando eu mando em você e ditadura é quando você manda em mim; onde o sangue de crianças em uma pobre escola de periferia, sem segurança nenhuma, é usado para escrever o AI-5 da “segurança pública”.
Leitor, qual sua opinião sobre o desarmamento?
Atualização em 23/04/11
Esqueci de informar que o texto republicado é de autoria do Movimento Viva Brasil.