Conforme informei no
resumo da 11ª sessão da Câmara, eu estava tentando conseguir informações sobre a polemizada obra de construção do trapiche do Distrito de Mirim. E elas vieram na manhã de hoje, inclusive com o projeto original da obra.
Consoante as informações, o projeto original do trapiche do Distrito de Mirim, construído na Lagoa de Mirim, contemplava também um quiosque, que teria 15 metros de comprimento, o qual se situaria no meio da obra, da seguinte forma: entre o meio-fio da rua até o quiosque haveria um acesso com distância de 40 metros; após o quiosque, iniciaria o trapiche, com 41 metros de comprimento.
Mas por que o trapiche foi construído longe da margem da lagoa? Bem, essa pergunta, por enquanto, deixarei para ser respondida por quem realizou a obra ou o projeto. Mas fica a pergunta: como não se observou tamanha distância entre a margem e o trapiche, quando a obra foi iniciada? Se a localização apontada no projeto não se adequava à obra pretendida, por que a realizaram assim mesmo?
Com um custo de R$ 114 mil, o trapiche está ligando o nada a nada. E só a nado para chegar até ele.
O problema, agora, é como fazer a ligação entre a margem e o trapiche, já que aterrar parte da lagoa não seria o mais viável, ambientalmente.
Conclusão: o que seria uma área de lazer passou a ser uma imagem de incompetência estatal.
Veja
aqui o projeto original da obra.
Atualização em 29/04/13
Após a publicação deste post, fui informado que já houve o aterramento para acesso ao trapiche.
Em contato com a vereadora Léa de Oliveira Lopes, na sessão da Câmara, ela informou que o aterro foi efetuado pela empresa Lasca Mineração e havia todas as licenças necessárias para isso. O aterro teria sido feito há mais ou menos uma semana.
Em contato com Eraldo Gonçalves e Ana Geremias consegui as fotos abaixo.
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A foto inicial neste post foi copiada do perfil de Eraldo Gonçalves no Facebook. A foto foi feita por Ana Geremias. As fotos das atualizações foram copiadas dos perfis de ambos)