O Brasil possui atualmente 29 partidos políticos. Desses, 22 estão organizados em Imbituba, numa profusão de
ideias cores que aparece, geralmente, a cada quatro anos. A maioria deles participará das eleições municipais apenas como coadjuvante, como mencionei na última
charge publicada.
Essa maioria, popularmente conhecida como partidos nanicos, é formada por algumas dezenas de filiados, que apenas serve para encher faixas esticadas nos comícios que se realizam no período eleitoral. E tanto é verdade que a marioria dessa lista funciona apenas sob comissão provisória, porque não encontrou filiados necessários para sair dessa condição e formar seus diretórios.
Findadas as eleições, só ouviremos falar dessas siglas no pleito municipal seguinte.
Mas para quem deseja saber quais os partidos estão organizados em nossa cidade, publico abaixo a relação deles. Para saber quem faz parte do diretório ou da comissão provisória, basta clicar em cada um desses ou na sigla do partido.
Partido | Tipo do Orgão | Inicio Vigência | Fim Vigência | Presidente | Situação Vigencia |
| | 12/08/2011 | 03/08/2012 | Zeli Pires | Vigente |
| | 07/10/2011 | 15/11/2012 | Rogério Teixeira Figueiredo | Vigente |
| | 12/03/2012 | 12/06/2012 | Hudson Sozi Elpídio | Vigente |
| | 24/05/2012 | 24/11/2012 | Antônio Linhares | Vigente |
| | 27/11/2011 | 27/11/2013 | Pedro Machado Filho | Vigente |
| | 09/04/2011 | 09/04/2013 | Elisio Sgrott | Vigente |
| | 15/05/2012 | Indeterminado | Bentinha Oliveira de Matos | Vigente |
| | 01/01/2012 | 30/06/2012 | Mario Teixeira Filho | Vigente |
| | 04/10/2011 | Indeterminado | Valdi Manoel Vieira Filho | Vigente |
| | 26/03/2010 | Indeterminado | Ricardo Duarte Oliveira | Vigente |
| | 27/09/2011 | Indeterminado | Carlos Pereira | Vigente |
| | 20/06/2008 | 31/12/2012 | Vera Lúcia Silveira Machado | Vigente |
| | 30/11/2009 | Indeterminado | Cláudio Souza de ávila | Vigente |
| | 28/06/2011 | Indeterminado | Marcelo Menezes Moure | Vigente |
| | 20/03/2011 | 20/03/2013 | Cadir Garbeloto Cargnin | Vigente |
| | 12/05/2008 | Indeterminado | Sérgio Cassol Bainha Júnior | Vigente |
| | 21/02/2010 | 21/02/2013 | Rosenvaldo da Silva Júnior | Vigente |
| | 16/05/2012 | Indeterminado | José Carlos Teixeira | Vigente |
| | 11/09/2009 | 13/02/2013 | Jorge Naser Rabah | Vigente |
| | 22/05/2012 | 20/05/2013 | Arilton Pacheco da Rosa | Vigente |
| | 18/05/2012 | Indeterminado | Rudinei Borges Manoel | Vigente |
| | 01/01/2011 | 11/08/2012 | Paulo Theodor Johan Adolf Georges Von Zschock | Vigente |
Aos olhos dos milhares de eleitores politicamente desinformados, o número de partidos constante numa coligação pode representar uma força eleitoral significativa, pois desconhece o número de filiados que cada um carreia. Contudo, para quem sabe como funciona esse jogo, logo percebe que a intenção é essa mesma: impressionar. E, para isso, contam com os partidos nanicos e seus punhados de filiados, sendo que boa parcela desses enxerga na filiação partidária o caminho mais curto - na esperança ou na ilusão - de conseguir um cargo público.
Nao há como absorver a ideia de que alguém se filie por ideologia a um partido pequeno, sob a justificativa de que é contrário à política realizada pelos partidos de grande expressão. Se fosse assim, não se coligariam aos renegados no pleito eleitoral.
Nessa sopa de letrinhas sobrevive uma democracia capenga, com um sistema político-eleitoral corroído pela corrupção.
Os partidos políticos perderam a credibilidade, e o eleitor, por conseguinte, já não vê mais na eleição a possibilidade de mudar o cenário econômico, político e social do país. De modo geral, o eleitor acredita que todos os partidos e políticos são iguais, e seu voto não mudará nada. Essa atitude do eleitor gera um círculo vicioso, que se só faz aumentar o descrédito nas instituições democráticas e a corrupção.
Ou se concretiza a reforma política que foi esquecida no Congresso Nacional ou a democracia no Brasil estará em perigo, diante da prevalência dos interesses das agremiações partidárias em detrimento da finalidade legitimada no Estado Democrático de Direito de representar os interesses dos diversos segmentos sociais.
Leia, também: Qual a força dos partidos nanicos?