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| Calçada ocupada. Pedestre usa a rua. |
No dia primeiro deste ano, recebi de um leitor de Nova Brasília uma mensagem em que reclamava das calçadas de seu bairro. Ele encaminhou fotos de um estabelecimento que usou praticamente toda a calçada para ampliar a área de atendimento aos clientes, impossibilitando sobremaneira a passagem de pedestres.
Por motivos quase explícitos por mim na rede social
Twitter, até hoje não havia publicado a mensagem do leitor, nem escrevi a respeito de sua reclamação. Mas o farei hoje. Destaco, porém, que a mesma mensagem foi encaminhada para o radialista Toninho Linhares. Segue o teor:
Bom dia a vocês. Tô enviando essas fotos e gostaria de pedir que vocês divulgassem em seus sites.
Os pedestres de Nova Brasília nao têm mais por onde caminhar na Rua Padre Itamar.
As calçadas tão sempre cheias de carros estacionados, têm muros e vários outros obstáculos que prejudicam as pessoas.
Algumas semanas atrás botaram um deck sobre a calçada. A prefeitura não fiscaliza isso? A gente tem de ligar pra reclamar? Ninguém vê?
Tô enviando as fotos pra vocês (Toninho e Sérgio) porque vocês sempre divulgam coisas pra melhorar a cidade. Obrigado. José Souza.
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| Estacionamento impede passagem de pedestres. |
Por coincidência, logo antes de iniciar este artigo, encontrei no Twitter uma matéria que fala sobre as calçadas nas capitais brasileiras, divulgada hoje.
"São Paulo – Nenhuma das 102 ruas de alta circulação de pedestres em 12 capitais brasileiras analisada em um estudo, divulgado nesta quinta-feira (26/4) pelo portal Mobilize Brasil, tem uma situação das calçadas considerada satisfatória. O resultado está no levantamento Calçadas do Brasil, feito com o objetivo de chamar a atenção da sociedade e autoridades para a necessidade de se cuidar das áreas destinadas aos pedestres e, assim, garantir a mobilidade urbana a todos os cidadãos.
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| Passeio largo. Ao fundo, muro estreita a calçada. |
As cidades analisadas foram São Paulo, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Goiânia, Brasília, Salvador, Fortaleza, Natal, Recife e Manaus. O levantamento começou a ser feito em fevereiro e é a primeira ação de uma campanha para convocar as pessoas a denunciarem a má conservação das calçadas.
Uma das ferramentas da campanha é o site www.mobilize.org.br, que possui um espaço para que qualquer cidadão avalie as calçadas de sua cidade, inclusive com fotografias. A ideia é reunir o maior número de avaliações e criar um mapa que será entregue ao Ministério Público. “Vamos montar esse mapa, fazer algumas caminhadas, preparar um documento e encaminhar às autoridades pedindo resposta e ações com relação a esse assunto”, disse o coordenador do levantamento, Marcos de Souza.
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| Imóvel recuado. Bom exemplo! |
Em todas as vias foram encontrados problemas como buracos, imperfeições do pavimento, remendos feitos depois de serviços de concessionárias, faltas de rampa de acessibilidade, degraus e obstáculos que impedem a passagem. Os locais foram indicados por colaboradores que fotografaram a calçada e deram notas para os itens irregularidades no piso, largura, degraus e obstáculos, rampas, iluminação e sinalização, além do paisagismo." (Fonte: Correio Brasiliense Online)
Eu preferi não publicar as fotos enviadas pelo leitor, mas captar minhas próprias imagens, de modo a demonstrar que tem fundamento sua reclamação. Nas fotos enviadas por ele, apenas um estabelecimento comercial era mostrado.
Como vou semanalmente àquele bairro, observo as dificuldades enfrentadas pelos seus moradores na Rua Pe. Itamar Luiz da Costa, que é a via que possui um dos maiores trânsitos de veículos (leves e pesados) do município.
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| Imóvel recuado. Bom exemplo! |
Alguns estabelecimentos foram edificados respeitando-se uma largura confortável para o trânsito de pedestres, mas outros proprietários - a maioria - não respeitaram tal condição, tornando aquele trecho (entre o trevo da BR e um pouco além da praça) sem boa estética, com imóveis debruçados sobre a rua, impedindo o tranquilo vaivém dos moradores. Em certos pontos, os pedestres têm de usar a rua como calçada, aventurando-se entre motos que passam em alta velocidade, bem como ônibus e caminhões que disputam o espaço numa via que se tornou estreita diante do intenso trânsito.
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| Postes de eletrificação e de orientação dividem espaço. |
Não sei qual deveria ser a largura a ser respeitada pelos proprietários de imóveis localizados nesse trecho da via. O que é possível perceber, porém, é que não está havendo, salvo raras exceções, nenhuma preocupação para com a mobilidade urbana e segurança dos pedestres.
De outro lado, o Poder Público, que esqueceu de fazer a sua parte, permitindo que por anos a fio o coração de Nova Brasília chegasse ao infarto.
E os problemas não se resumem aos obstáculos e à estreita passagem para pedestres, mas também à falta de pavimentação e má conservação das calçadas.
Está na hora das associações daquele bairro se reunirem para buscar uma solução junto ao Poder Público, antes que o problema se agrave e se torne insolúvel.