Nesta semana eu conversava com um comerciante que disse que ficou surpreso ao saber que o bairro de Nova Brasília, "com todo aquele comércio", não possuía entrega de correspondência domiciliar.
Para ele, o fato não passa de uma surpresa desagradável. Para quem reside no bairro e tem de ficar se deslocando todos os dias até o posto administrado pela prefeitura, para saber se sua correspondência ou encomenda chegou, o sentimento é de indignação.
Os Correios justificam sua ausência em
Nova Brasília dizendo que as ruas não possuem nomes e os imóveis não são devidamente numerados.
Com o programa
coordenadas da cidadania, quase todas as ruas do bairro foram nominadas, faltando à população buscar na prefeitura a informação sobre qual é o número de sua residência.
Recentemente, numa entrevista na Rádio Comunitária de Nova Brasília, o
ex-vereador Evaldo Espezim (PT) sugeriu algo que parece mesmo muito simples de operacionalizar. Segundo ele, bastaria a prefeitura de Imbituba informar nos
carnês de IPTU a numeração do respectivo imóvel, evitando que o cidadão tivesse de se deslocar até o Centro para ter conhecimento do número predial.
Como os carnês de 2011 já foram entregues, fica a boa sugestão para o IPTU de 2012, antes que o mundo acabe.
Mas, cá entre nós: não podemos negar que falta um pouco de vontade do dono da casa, não é mesmo?
Mas voltemos aos Correios. Vou contar um segredo só pra você, leitor. Podem colocar placas de identificação das ruas e mumeração das casas, pois os Correios continuarão a dar motivos outros para não colocarem ninguém na entrega das correspondências, nem sequer no posto de atendimento, onde deveria haver funcionários dessa empresa, que só no primeiro semestre deste ano faturou meio bilhão de reais. Enquanto isso, o ônus fica com a prefeitura, que desembolsa para fazer o trabalho que os Correios não querem fazer.
Para quem não sabe: a entrega de correspondência é feita entre os bairros Portinho da Vila e Vila Nova Alvorada; e cabe à prefeitura confeccionar as placas de identificação das ruas.