Vou publicar aqui o que vários meios de comunicação, local e estadual, também divulgaram nesta semana, a partir do release distribuído pelo Porto de Imbituba, o qual também recebi.
Então, vocês já devem ter lido o mesmo teor por aí. Contudo, acrescentei algumas informações que, talvez, você não tenha lido ainda.
O material de divulgação distribuído pelo Porto de Imbituba é o seguinte:
Porto de Imbituba DIVULGA MOVIMENTAÇÃO TRIMESTRAL
Média mensal de 205.490 toneladas é a maior desde 1988
O Porto de Imbituba divulgou nesta segunda-feira os números de movimentação do primeiro trimestre do ano. Ao todo, passaram pela fronteira 616.470 toneladas(t), atingindo a média mensal de 205.490t, a maior desde 1988, quando Imbituba movimentou 246.246t/mês. Os números atuais também representam um aumento de aproximadamente 18% em relação ao mesmo período do ano passado e 25% em comparação a 2009.
Além dos granéis sólidos (40%), neste período destacaram-se os grãos agrícolas e contêineres, com 16% cada, sal (6,25%), hulha betuminosa (8,40%) e barrilha (4,86%). As cargas foram provenientes de 54 navios, com a média de 18 atracações por mês.
"Estamos consolidando uma maior variedade de cargas a fim de que esta fronteira se firme como um porto multipropósito. Nosso crescimento está constante, enquanto preparamos a estrutura necessária para o grande salto que virá no segundo semestre, a partir da conclusão das obras que estão em andamento. Os investimentos no cais público tendem a atrair ainda mais empresas interessadas em operar por Imbituba. Isto, aliado à captação de verba federal para dragagem de aprofundamento e melhoria do acesso ao Porto, corresponde ao alicerce para a construção de uma nova matriz logística regional",declarou o Administrador do Porto de Imbituba, Jeziel Pamato de Souza.
Atualmente, enquanto alcança recordes históricos e consolida um novo posicionamento junto ao mercado portuário brasileiro, o Porto de Imbituba também passa por uma fase de investimentos da iniciativa privada e do Governo Federal. A empresa arrendatária do Terminal de Contêineres, Santos Brasil, injeta R$283 milhões para ampliação do cais, reforma de armazéns e aquisição de equipamentos, em cumprimento às obrigações assumidas no Contrato de Arrendamento. Além disso, está prevista para este ano a dragagem de aprofundamento para 15 metros, com recursos da União.
Com a finalização das obras de ampliação do Porto de Imbituba, a chegada dos portêineres Super Post Panamax e o aprofundamento do calado, a fronteira do Sul de Santa Catarina será capaz de receber navios de 5ª geração, que operam as principais rotas da navegação internacional. A previsão é de que o Porto de Imbituba esteja apto para a atracação desta classe de navios com mais de 6.500 contêineres já no segundo semestre de 2011, beneficiando diretamente toda a indústria da Região Sul do país e a cadeia logística do Mercosul.
Sobre a Companhia de Docas de Imbituba
Empresa de capital aberto, detém a concessão do Porto de Imbituba, sendo este o único porto público marítimo do país cuja gestão é privada. Desde 2004, quando a Royal Transportes assumiu o controle acionário da Companhia, foi implementada uma administração moderna que conquistou investimentos para melhoria da infraestrutura portuária. Atualmente, quatro terminais estão arrendados pela iniciativa privada - Coque (Votorantim); Congelados (Grupo Doux); Contêineres e Carga Geral (Santos Brasil). Dispõe de três berços para atracação com 11 metros de profundidade. Devido às características geográficas, considerando sua localização em uma enseada protegida dos ventos e das ressacas marítimas, o Porto de Imbituba pode atracar e operar navios a qualquer hora do dia e em diversas condições climáticas. Além disso, está posicionado estrategicamente no epicentro da Região Sul do país, com potencial de porto concentrador e distribuidor de cargas.
INSTALAÇÕES
As instalações de acostagem estão distribuídas em 3 berços, todos com 11m de profundidade e operações em 24 horas, todos os dias do ano:
Berço 1 e 2 – 300m de comprimento e com instalações especiais para congelados, carga geral, granéis líquidos e contêineres. Previsão de disponibilidade de nova estrutura com 660m de cais acostável em maio de 2011.
Berço 3 – com 245m de comprimento e com instalações e equipamentos especiais para granéis sólidos.
INVESTIMENTOS
Investimentos em curso:
- Ampliação do cais dos berços 1 e 2 | Valor: R$ 283 milhões | Conclusão: Abril/2011
- Aquisição de dois portêineres Super Post Panamax | Valor: US$ 30 milhões | Entrega: Julho/2011
- Dragagem de aprofundamento para 15m | Valor: R$ 55 milhões | Conclusão: Setembro/2011
CAPACIDADE DE MOVIMENTAÇÃO/ANO:
- Atual: 10 milhões de toneladas / 330 mil TEU's
- 2012: 10 milhões de toneladas / 970 mil TEU's
- 2015: 25 milhões de toneladas / 970 mil TEU's
Michele Cardoso
Consultora de Comunicação
Companhia Docas de Imbituba
Leitores, no ano passado, li uma matéria divulgada no mês de junho que apenas 2% dos empresários de SC preferiam exportar pelo Porto de Imbituba, enquanto que o Porto de São Francisco detinha a preferência de 13% do empresariado catarinense. O complexo portuário de Itajaí, formado pelo Porto de Itajaí e a Portonave, detinha 58% da preferência, sendo que a fatia era dividida em 36% e 22%, respectivamente.
"Os números foram apurados pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) e consta na publicação Diagnóstico do Setor Exportador Catarinense." (fonte: NTC & Logística)
Conforme estudos divulgados pelo
IPEA, em 2009, tomando-se dados de exportações nos portos brasileiros, o Porto de Imbituba foi considerado de médio porte e ficou classificado na 21ª posição em importância no cenário nacional. Os Portos de Itajaí e São Francisco do Sul foram considerados de grande porte e se classificaram em 4º e 7º no
ranking, respectivamente.
Se os números demonstram que o Porto de Imbituba ainda busca seu lugar de destaque nacional, com movimentações portuárias ainda tímidas, por outro lado se pode perceber que há um grande mercado a ser explorado. Embora se veja grande divulgação na mídia sobre o empenho das autoridades em busca de novos projetos portuários, analiso, cá com as minhas limitações no assunto, que o Porto de Imbituba terá um crescimento natural, por exigência do próprio desenvolvimento portuário no país e por uma necessidade premente resultante desse mesmo desenvolvimento. Logo, é só administrar as oportunidades.