Será que alguém vai dizer que estou errado? Pode ser. Nem sempre estou certo, não é verdade? E ninguém sempre está; isto também é verdade.
A política é complicada. É mais complexa que casamento. Pior ainda quando há coligações. Como eu disse na rádio NBCFM, acredito que há mais dificuldades em administrar uma coligação do que a própria cidade. E é por isso que passei a ser contra as coligações.
Mas quero falar de uma expressão que é muito comum se ouvir na política: "tá morto!". Significado dela: não se elege mais; não tem mais apoio dentro do partido; ninguém o(a) ouve mais.
Quando Léa Lopes de Oliveira (DEM) perdeu a eleição, em 2000, eu estava lá. É, no antigo PFL. Diante de vitória expressiva de Osny Souza Filho, cansei de ouvir que o PFL estava morto, porque não tinha nenhum outro nome que pudesse alavancar o partido. Christiano Lopes de Oliveira ainda era um garoto. E Léa também estaria "morta".
O mundo deu quatro voltas ao redor do Sol, eu me desfiliei do PFL - e continuo sem filiação -, e em 2004 o PFL reviveu e Léa ressuscitou.
Por outro lado, Osny teria "morrido". E com ele mais alguns soldados de muitas guerras.
Mais umas voltas ao redor do Sol e ... vão dizer a mesma coisa? Não sei, mas a verdade é que muitos estão ressuscitando, embora aqui não seja Betânia, cidade onde Jesus fez o milagre da ressuscitação.
Quando uma parte do PMDB elegeu Pedro Machado Filho, o Peduca, como presidente da sigla, tentavam "matar" Osny. Entretanto, a ação de medição de forças ressuscitou o ex-vereador do partido e rendeu matéria no jornal, conforme pode-se ler no artigo que publiquei em 2009 (
A autofagia do PMDB imbitubense).
Nessa gangorra política, onde quem está em cima, hoje, poderá estar embaixo, amanhã, "o povo é um pequeno detalhe", como disse o leitor que se assina como "
Nó no nó".
Outro comentário que poderia fazer parte deste artigo é do leitor "
Toninho Linhares", que você poderá ler no mesmo artigo no qual foi publicado o comentário anteriormente citado.
Eu penso que a experiência de alguns políticos é salutar à democracia, ao governo e à própria política, mas aqueles que a vontade do eleitorado enviou para fora do cenário político deve ser respeitada. O povo não é soberano?
É a política, leitores! É a política...
Atualização: minha desfiliação do PFL ocorreu em 2007, embora no artigo tenha ficado subentendido que ocorreu em 2004.