Na semana passada, sintonizei uma rádio da cidade e, momentos depois, ouvi coisas que não acreditei. Dois radialistas faziam comentários absurdos sobre o Porto de Imbituba. Puro desconhecimento. Ou, simplesmente, tentavam enganar os incautos.
Imediatamente, passei a twittar e falar das tolices que eu estava ouvindo naquele momento. Foi a única forma que encontrei pra extravasar a minha indignação. Indignado porque a rádio deve cumprir seu papel social e não fomentar a discórdia divulgando fatos sem fundamentos.
Em alguns poucos minutos eu ouvi coisas que nunca imaginei ouvir em uma rádio local. E olha que já ouvi um bocado de asneiras.
Como foram poucos minutos - felizmente -, não tenho muito a relatar. Mas o bastante pra indignar quem tem pelo menos um pouco de sensatez.
Num dueto furibundo, apoiava-se a indicação do PT local ao nome de Evaldo Espezim para a presidência do CAPPI-Conselho de Autoridade Portuária do Porto de Imbituba.
Questionei e questiono a capacidade técnica de Evaldo, no que se refere às atividades portuárias, que sempre estiveram longe de suas atividades profissionais.
Enquanto um dos radialistas alertava os trabalhadores portuários sobre os riscos de todos perderem seus empregos, se continuasse o Porto de Imbituba nas mãos dos atuais dirigentes, outro salivava a seguinte pérola, que foi mais ou menos assim: "daqui a pouco se junta a Votorantim, a Tecon e o os diretores da Companhia Docas e compram tudo". Referia-se a comprar o Porto de Imbituba. De imediato, o segundo concordou com a asneira do primeiro. Depois, lembrou que a área portuária é de propriedade da União e quem está no governo é o PT. Tratou logo de remendar. "-Não, não. O governo não vai deixar!"
Em seguida, enquanto eu estava no
twitter soltando o verbo sobre essa dupla de histriões, eles mudaram de assunto não sei porquê e passaram a falar do estado físico das vias de trânsito de Imbituba e lamentavam que a empresa Santo Anjo, por esse motivo, retirara ônibus novos das linhas.
Um deles, de forma capciosa, questionou como estava o contrato de concessão de transporte urbano entre a prefeitura de Imbituba e a empresa de transportes coletivos Santo Anjo da Guarda.
Ora, vamos ser honestos. Como dizia Lula, "nunca antes na história" desta cidade se pavimentou tantas ruas, quer com a contribuição ou não dos moradores.
Portanto, dizer que a Santo Anjo sofre mais nos últimos anos com manutenção de veículos é, senão uma mentira, uma hipocrisia sem tamanho. Talvez quebre mais porque os ônibus transitam apinhados de gente. Nisso, sim, a culpa é da prefeitura, que deveria exigir outros ônibus para atender à demanda. E em bom estado de conservação.
Que há, ainda, ruas sem pavimentação e com
defeitos em seus pisos, isso é verdade, mas não tanto como havia antes.
Quanto ao
contrato de concessão da Santo Anjo, este vige desde a época da administração de
Osny Souza Filho (PMDB), quando assinaram o documento em um feriado, às portas fechadas, recebendo o município a insignificante quantia de R$ 11.000,00, concedendo-se o direito de exploração do transporte urbano por 20 anos!!! Se a dupla Tico e Teco não tem memória, eu tenho.
É por essas e outras, leitores, que faz um bom tempo que deixei de ser ouvinte assíduo das rádios locais. Se for pra ouvir parvoíces de gente desinformada ou mal intencionada, sintonizo a Antena 1 e deixo a vida me levar... sem estresse.