Desde 2006 iniciaram as tratativas entre o Estado de Santa Catarina e empresários italianos para exportação de gado de corte.
Em 2009, uma missão de italianos vieram ao Estado participar da EFAPI, na Região Oeste, e anunciaram a compra de 3 mil a 5 mil animais vivos por ano.
No fechamento do acordo foi previsto o primeiro embarque para o primeiro semestre do ano passado, mas não lembro se isso ocorreu.
Em setembro de 2009, foi assinado convênio entre o BRDE e o governo do Estado cedendo uma área de 33 hectares, em regime de comodato, localizada no bairro Arroio, em Imbituba, para "realização de atividades de ambientação e concentração" desses bovinos, onde ficariam em quarentena, sendo preparados ambientalmente para a viagem a Itália.
Conforme divulgado pela assessoria de imprensa do Estado, "O empreendimento conta com a participação da União de Exportadores e Importadores de Carnes e Derivados da Itália (Uniceb), que se responsabilizará pelos custos de construção das obras físicas necessárias. A escolha por Santa Catarina se deu pela facilidade de acesso ao Porto de Imbituba e, principalmente, pelo Estado ser o único certificado como livre de febre aftosa sem vacinação do país."
Já numa outra reportagem que li, seria o BNDES quem financiaria a obra.
A construção estava estimada em quase R$ 2 milhões.
"Os terneiros serão fornecidos por um grupo de 360 a 400 criadores das regiões do planalto e do oeste catarinense já selecionados pela Cidasc. Serão aceitos apenas animais de corte de raças européias criados em excelentes condições de sanidade para atender aos requisitos do exigente mercado europeu. O consumidor italiano prefere carnes magras e rejeita altos teores de gordura das raças não-européias."
Em outubro de 2009, uma comitiva italiana, acompanhada do secretário de agricultura do Estado, Antônio Ceron, esteve em Imbituba para conhecer a área destinada para o confinamento e conversaram com o prefeito José Roberto Martins.
Em maio de 2010, uma comissão governamental estadual liderada pelo secretário de agricultura foi a Itália para negociações de exportações e, dentro da pauta, estava o empreendimento em Imbituba.
Os países interessados no gado importado pela Itália são, inicialmente, Tunísia e Argélia.
"Nesta segunda-feira (14), o secretário interino da Agricultura e Desenvolvimento Rural de Santa Catarina, Airton Spies, esteve reunido com membros da União de Importadores e Exportadores de Carnes e Derivados da Itália (Uniceb), Fulvio Fortunati e Carlo Siciliani, para discutir a implantação do projeto de importação de bezerros de raças de corte para seus mercados."
Em notícia divulgada nesta semana, pela assessoria de imprensa oficial, o centro de confinamento necessitá de um investimento no valor "de até um R$ 1 milhão para abrigar de 4 a 5 mil bovinos de corte."
Na última terça-feira (15), de acordo com matéria que acessei, teria ocorrido uma reunião entre o prefeito José Roberto Martins e o "diretor de Qualidade e Defesa Agropecuária e a assessora de Defesa Sanitária Animal Secretaria, Roni Barbosa e Daniela Carneiro do Carmo", acompanhados dos italianos interessados na importação de gado.
Leitores, Imbituba parece estar passando por um ótimo período de progresso, fazendo-se necessário, mais do que nunca, políticas públicas que suportem esse desenvolvimento rápido, visando à qualidade de vida de seus habitantes.
Os
artigos que comecei a publicar hoje trazem uma reflexão sobre essa necessidade de adequar a cidade ao seu futuro de progresso agressivo.
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Fontes: sites Canal Rural, Xapecó, Pecuária, Adjori e Agrolink.)