Por César de OliveiraO Filósofo grego Platão, no Livro VII de
A República, narra o denominado
Mito da Caverna, uma das mais poderosas metáforas imaginadas pela Filosofia, em qualquer tempo, para demonstrar que as aparências enganam. Pois decorridos mais de 2.500 anos, o texto continua atualíssimo.
Quem conhece um pouco a cidade de Capivari de Baixo-SC, sabe que a cidade começou como um bairro de Tubarão-SC, a partir da construção do Lavador de Carvão e da Termelétrica Jorge Lacerda, de propriedade, hoje, da Tractebel. A cidade não foi contemplada com as belezas naturais de suas vizinhas Laguna e Imbituba, além de que sua proximidade com a cidade polo de Tubarão lhe tolhe um desenvolvimento autônomo e independente em várias áreas.
Não obstante, Capivari de Baixo dá uma grande lição às cidades do sul catarinense ao criar seu Arquivo Público e Histórico, priorizando o resgate e a preservação de sua história, dentro do qual se insere o projeto denominado “História Oral de Capivari de Baixo”, destinado a “ouvir” pessoas que “fizeram” a história da cidade. Eis o fato!
Os jornais locais e regionais deram destaque à posse da primeira Imbitubense a assumir o cargo de Senadora da República,
Selma Westphal. Invariavelmente, a notícia veio acompanhada de fotografia em que Selma se encontra posando ou cumprimentando José Sarney.
Qualquer pessoa razoavelmente bem informada sabe que esse senhor representa o que de pior, de nefasto, de retrógrado, de funesto, de sinistro, existe na política brasileira. Sempre envolvido, sozinho ou com familiares, em falcatruas, desvio de dinheiro público, nepotismo, e uma infinidade de ilegalidades, Sarney é o oposto da pessoa e da política Selma Westphal. Efetivamente, nesse caso, não vale o adágio “dize-me com quem andas, dir-te-ei quem és”. Assim, a foto é mera aparência, o avesso do real!