Participação do leitor*
Desde que retornei a Imbituba, há pouco mais de um mês, após uma
viagem ao Norte do país e à Venezuela, tenho acompanhado na imprensa, em especial na internet, uma briga ideológica que parece não ter fim.
De um lado a atual administração e de outro um grupo anônimo que posta diariamente em um
blog e no
twitter centenas de palavras recheadas de demagogia. Tenho acompanhado e publicado meus comentários nesse dito
blog, mas começo a me cansar e me aborrecer por várias razões.
Está mais que evidente que os articuladores do Imbituba Urgente prestam serviço a algum partido político de ideologia comunista, pois são claramente contra o progresso e contra a população de nossa cidade. Falam em direito à terra, qualidade de vida e preservação ambiental, mas sem o menor conhecimento de causa. São tão obtusos que creio que acreditam que o aquecimento global é causado exclusivamente pelo homem, mas se perguntarem sobre a influência do cinturão de Van Allen, ou sobre o ciclo solar de 11 anos, se calam, pois não possuem argumentos ou conhecimento especifico sobre a questão para debater.
O que me fez escrever esse texto, no entanto, é apenas um capitulo desse livro professado por esse grupo que diz defender os interesses do povo. Pois bem, eu sou povo e não pertenço à elite imbitubense, então, levanto algumas questões.
O que vem a ser no raciocínio dessa gente defender o povo e seus direitos? Uma vez que se colocam contra a instalação de nossas empresas em Imbituba, eles estão sendo a favor do povo? Defender a população é lutar por geração de empregos e melhorias na educação, e não ficar tentando manipular a opinião publica querendo comparar a antiga e extinta ICC com uma empresa privada, alegando os maiores absurdos possíveis.
A ICC era uma estatal, e todos sabem que o modelo de administração entre uma estatal e uma empresa privada é muito diferente. Estatais infelizmente não passam de cabide de emprego político. Já em empresas privadas a coisa é muito diferente.
Outro ponto alarmado é com relação à poluição. Por acaso vocês creem que as leis ambientais de hoje continuam as mesmas que existiam na época da
ICC? Pesquisem que vocês irão ver que muita coisa mudou, e para melhor.
Não digo que os agricultores envolvidos não têm
direito às terras. Lógico que eles têm, mas levar essa questão para outros âmbitos, querer impedir a instalação de empresas aqui, é no mínimo ridículo, é querer privar a população de oportunidades de melhorias na qualidade de vida. Atitude muito fácil de ser tomada para quem tem sua renda garantida, que tem emprego efetivo no município, Estado ou país. E quanto a pessoas como eu, que buscam sua sobrevivência diária, correndo atrás das oportunidades?
Portanto, essa luta que alegam ser pelo povo, não passa de hipocrisia, pois se realmente defendessem o povo, estariam ao lado da geração de empregos e no aumento da qualidade da educação.
Sinceramente,
*Alisson Raniere Berkenbrock