Não é de hoje que venho cobrando uma solução para as propagandas que provocam poluição visual na cidade. Já desde 1996, quando eu escrevia em um jornal, já cobrava da prefeitura a limpeza daquelas placas de propaganda na via principal de Nova Brasília e nas margens da BR 101, também no mesmo bairro.
Nas principais vias da cidade é comum essa poluição visual, sem que haja a devida fiscalização, e em janeiro de 2009 publiquei
aqui algo a respeito.
No início deste mês, uma notícia boa foi publicada no
sítio oficial da prefeitura de Imbituba.
A SEDURB colocou em sua mira as casas noturnas que utilizam postes, muros, pontos de ônibus e outros locais nada corretos para expor propaganda de suas festas, cujas propagandas necessitam de licença para divulgação.
Quatro estabelecimentos já teriam sido notificados e a multa pode chegar a R$ 3 mil, se não regularizarem a situação.
O valor é de acordo com o dano causado: "A SEDURB entende que a multa deve ser cobrada conforme o dano causado. 'Verificamos o local, o tamanho da publicidade e a quantidade de folhas coladas pela cidade, para que o valor atribuído seja efetivado, podendo ir de 1 a 10 UFMs'".
Essa ação fiscalizatória está dentro da
Campanha Cidade Limpa, que iniciou no ano passado. Segundo a SEDURB, "o principal objetivo da campanha é alertar os comerciantes e a população em geral de que uma cidade arborizada e sem poluição visual pode ser muito melhor de se viver."

Eu gostaria de ver a SEDURB atuando, também, contra a poluição sonora existente no centro da cidade. A poluição visual incomoda e deve ser combatida, e há anos cobro isso. Mas esses cartazes não atrapalham o trânsito, não incomodam o trabalho de ninguém, nem perturbam a cabeça de nenhum cidadão. A poluição sonora, porém, causa transtornos evidentes, além de atingir o meio ambiente e poder ser considerada
crime ambiental.
A poluição sonora é um problema de saúde pública, pois provoca o aparecimento de diversas doenças, desde uma simples irritabilidade e mau humor até, em alguns casos, contribuir para o
aparecimento de úlceras gástricas. E esse problema não está recebendo a devida atenção do Poder Público de Imbituba.