A blogueira e advogada ambientalista, Ana Echevenguá, encaminhou-me, hoje, uma matéria publicada no
blog do Tupã que denuncia a criação de vários batalhões da Polícia Militar, que, segundo o editor do
blog, Alexandre Brandão, essa ação governamental foi utilizada para criar mais vagas para coronéis e cargos burocráticos, não refletindo qualquer aumento na segurança pública de Santa Catarina. Ao contrário, a criação dos batalhões retira das ruas policiais operacionais e os coloca em serviços burocráticos nesses mesmos batalhões. O título da matéria é "Mais batalhões para a PM e menos policiais para a sociedade".
A respeito da matéria, Ana escreveu:
Há algum tempo, a APRASC-Associação de Praças de Santa Catarina já vem informando que a criação de batalhões em Santa Catarina, a despeito do discurso oficial, tem prejudicado a sociedade, no entanto tínhamos apenas o conhecimento empírico de tal situação, ou seja, sabíamos na prática sob que aspectos e com quais intenções criava-se tantos batalhões.
Pois bem, o jornalista Alexandre Brandão, fez um levantamento acerca deste assunto e postou em seu blog, aliás, diga-se de passagem, um excelente trabalho que corrobora o que a APRASC vem afirmando há tempos.
E concluiu Ana:
Está tudo aí, como dizem, “preto no branco”; esperamos que agora, com números tão enfáticos e que comprovam nossas denúncias, a sociedade perceba a serviço de quem e para quem estão as instituições de segurança pública, notadamente em Santa Catarina.
Por outro lado, no tocante à progressão na carreira dos praças, bem, esta não caminha, ou melhor, para ser mais justo (até porque não corroboramos com injustiças) as promoções dos praças caminham a passos de tartaruga, e daquelas bem antigas e pesando mais de 200 kg. Temos ainda Soldados com mais de 22, 23 anos sem uma promoção sequer.
Leitores, segundo dados que são divulgados por policiais militares em blogs ou sites que defendem a categoria, as promoções de oficiais chegam a 5x1, ou seja, para cada 5 promoções obtidas por um oficial, apenas uma ocorre na vida de um praça da PM em Santa Catarina.
A
matéria de Alexandre Brandão traz dados desconhecidos pela população, a qual clama por segurança pública e, muitas vezes, com grande ingenuidade, avaliza que os fins justificam os meios, sem ter noção do que isso pode causar no futuro. Não percebe que a imagem que vê não cria uma sombra com a mesma silhueta.
A grande mídia, que nunca vai fundo em assuntos como esse, omite-se de forma vergonhosa e atende a interesses escusos. A imprensa que exige liberdade aprisiona uma população inteira na escuridão do desconhecimento.