Na última segunda-feira, ocorreu na Câmara de Vereadores de Imbituba a audiência pública sobre telefonia e serviço de internet. O ato tinha como objetivo chamar representantes da operadora Oi e Anatel para informá-los dos problemas vividos pelos usuários locais.
Embora tenha sido enviado convite, nenhum representante da Anatel compareceu, ausência que prejudica uma solução mais rápida para os problemas.
A Anatel, por ofício, informou à Câmara que é de sua política administrativa não encaminhar representantes para participar de
audiências públicas, mas gostaria de receber cópia da respectiva ata da audiência, para as providências que entender cabíveis.
Os pontos apresentados pelos munícipes que compareceram à audiência vão desde serviços mal prestados pela operadora Oi até o fato de haver bairros que não são contemplados com telefonia fixa ou internet banda larga. Além disso, havia a reclamação de que parte do bairro Vila Nova estava sem telefonia, em razão de um incêndio ocorrido na central telefônica.
Alguns munícipes tomaram o microfone e explanaram suas realidades vivenciadas diante da deficiência operacional da Oi. Houve até quem pediu a "quebra do monopólio" da operadora no município, cuja solicitação foi muito aplaudida, mas entendo que não há nenhuma possibilidade jurídica disso ocorrer, até porque não existe mais monópolio. Qualquer empresa poderá solicitar autorização à Anatel e instalar sua própria rede de telefonia na cidade.
Sintetizando, os representantes da Oi, após ouvir e responder a todas as reclamações, solicitou que tudo fosse colocado no papel e encaminhado à operadora, para que a empresa analisasse e apresentasse soluções no que for possível.
Quase ao final da audiência, o presidente da Câmara, Christiano Lopes de Oliveira, divulgou uma informação que trouxe esperanças a todos que estavam participando da audiência. Segundo ele, a operadora de telefonia GVT havia-lhe informado que pretendia expandir sua atuação até Imbituba, tão logo concluísse as instalações de sua rede no município de Tubarão-SC.
Diante dessa informação do presidente, encaminhei email à GVT solicitando informações sobre essa feliz oportunidade de podermos escolher entre uma e outra operadora de telefonia, possibilidade esta que foi prometida a todos os brasileiros, quando privatizaram a Telebrás, mas só ocorreu em alguns lugares do Brasil.
Minha alegria, porém, durou até o momento que recebi a seguinte resposta da GVT:
"Nós temos operações em Tubarão desde 2008.
Quanto às operações da GVT em sua cidade necessito explicar os seguintes pontos para seu melhor entendimento:
- A GVT possui licença para atuar em todo o território nacional;
- Para viabilizar a oferta dos serviços, é preciso primeiro construir e implantar uma nova rede de telecomunicações. Isso porque a GVT é uma empresa autorizada de serviços de telecomunicações e não uma concessionária – que assumiu a infraestrutura do sistema Telebrás, na privatização de 1998. Então, toda a rede GVT é construída a partir do zero.
- As cidades e bairros onde a empresa atua são selecionadas com base em análises mercadológicas detalhadas que envolvem vários critérios. São eles: viabilidade financeira, uma vez que cada operação demanda grandes investimentos; capacidade técnica e operacional; além de perfil do consumidor e maturidade do mercado em relação ao uso de tecnologias avançadas de telefonia e Internet. Toda a operação nova acontece com o compromisso de entregar qualidade superior, diversidade de serviços inovadores e alto padrão de atendimento ao cliente.
- Existe a intenção da companhia em expandir suas atividades para outras cidades, mas ainda não é possível dizer quando e quais.
Atenciosamente.
Bruno Filgueiras Costa
Comunicação Corporativa"
Ainda não satisfeito com a resposta, solicitei outras informações à GVT*, perguntado se havia algum estudo ou intenção de a GVT ampliar suas linhas para atender pelo menos alguns bairros de Imbituba.
Resposta: "Por enquanto não há nada. Nossos esforços estão voltados a ampliar as coberturas em cidades onde já temos presença e expandir para novas cidades no Nordeste e Sudeste."
Leitores, enquanto isso, continuamos com bOi na linha. Resta-nos aguardar as boas intenções da operadora e uma atitude efetiva da Anatel. Para isso, contudo, precisamos não só de uma ação política, como também popular. Para os usuários insatisfeitos, sugiro que acessem o site da Anatel e reclamem, reclamem e reclamem até receberem uma resposta conclusiva.
Nas vezes que precisei, a Anatel solucionou o problema.
Boa sorte!
(*GVT-Global Village Telecom presta serviços em Santa Catarina nas cidades de Balneário Camboriú, Blumenau, Brusque, Criciúma, Florianópolis, Içara, Itajaí, Jaraguá do Sul, Joinville, Palhoça, São José e Tubarão)