
Com um forte esquema de segurança montado pela Polícia Militar, usando até helicóptero, os manifestantes ligados ao MST foram acompanhados desde o local da concentração, no estacionamento da Loja Ferju (foto), em Nova Brasília, até o centro da cidade. Inúmeras viaturas e dezenas de policiais militares espalharam-se nas imediações do prédio da prefeitura municipal, enquanto cerca de 200 manifestantes se reuniram nos fundos do mesmo prédio para levar à população a versão do
MST a respeito das prisões ocorridas na semana passada.
Poucas pessoas não ligadas ao MST assistiram aos pronunciamentos. E observando o ato e o número de policiais no local, parece que a manifestação foi supervalorizada pela PM.
No panfleto distribuído aos que estavam ou passavam pelo local, trazia a informação de que o MST está presente no município "há mais de 8 anos". Acredito que, para a quase totalidade da população imbitubense, o MST apareceu por aqui somente na semana passada, quando ocorreram as prisões.
No informativo também constava que 40% da população de Imbituba está abaixo da linha da pobreza, índice este que acredito não corresponder à verdade.
Divulgou-se sinteticamente o trabalho do MST no Brasil e as ações que deram certo. Repudiaram a ação estatal que culminou na prisão de membros do MST, mas em momento algum negaram que tinham interesse em ocupar as terras da ZPE; nem mesmo tocaram no assunto.
No mesmo informativo afirmaram estar a favor da
RESEX, contrariando a imensa maioria da população, incluindo aí as colônias de pescadores que não querem saber dessa reserva nacional.
Após o ato público, os manifestantes retornaram a pé pela Av. João Rimsa, sempre acompanhados pelas viaturas policiais.
Naquele mesmo dia (05), pela manhã, na prefeitura, o prefeito e parte de seu
staff reuniram-se com as cúpulas das polícias Civil e Militar para, segundo o
blog do Rafael Matos, "planejar uma ação integrada entre as polícias e o Poder Executivo e Legislativo quanto à repetida ameaça de invasão do MST no Município (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra)".
E aqui encerro o assunto do MST e Imbituba, se não houver algum desdobramento que valha divulgar. Contudo, porém, após tudo isso, resta uma pergunta: quando é que as prometidas empresas invadirão a
ZPE?