
Não, o blog não parou. Por motivos particulares, fiquei sem publicar por mais de uma semana. Mas estou de volta. Também por motivos particulares, César de Oliveira não publicou sua crônica na sexta-feira. Fim de ano é assim. Só correria! Mas vamos lá!
No início deste ano, verão, sentado a uma das mesas do restaurante do Humberto, no Portinho da Vila, eu conversava com alguns colegas sobre um pouco de tudo, até que o assunto acabou em política, como sempre. E um desses colegas, o qual admiro muito - e inclusive o convidei para escrever neste blog -, fez um comentário interessante: "o Brasil é governado por derrotados."
Seu comentário tem fundamento. Dizia ele que um sem número de políticos que perdem eleições são nomeados para exercerem cargos públicos no município, no Estado ou no governo federal, na administração direta ou nas empresas públicas e autárquicas. Logo, o Brasil é administrado por pessoas derrotadas e não por técnicos. Um carguinho aqui, outro ali, e o
staff administrativo do país é preenchido por incompetentes políticos, numa demonstração clara de que o que realmente importa em um governo é privilegiar os "amigos", em detrimento de uma administração técnica. Luta-se contra tudo e contra todos para pôr num cargo público qualquer candidato derrotado, sem se preocupar com a opinião pública, como nos velhos tempos da ditadura.
Funcionários públicos de carreira, técnicos competentes, são deixados de lado, porque o apadrinhamento visa somente ao bem-estar do político que não demonstrou ser competente para ganhar uma eleição, mas seus votos renderam a ele uma boa remuneração. E ainda vai ser chefe de muitos servidores que sabem muito mais que ele. Que estão ali dia após dia, e não somente durante uma gestão.
E há muitos desses derrotados que não preencheriam os requisitos obrigatórios e legais para exercerem um cargo, via concurso público, mas esses requisitos não são observados quando a nomeação é puramente política. Insensatez absoluta, aproveitando-se das lacunas da lei!
E por consequência, somos obrigados a assistir a tudo isso como súditos de governos déspotas. E passamos a nos sentir, também, cidadãos derrotados pela iniquidade dessas administrações.