
Enquanto a Rua Manoel Florentino Machado aguarda a sonhada duplicação - que deve acontecer em pouco tempo, conforme anunciado pela prefeitura -, para favorecer o acesso de caminhões ao Porto de Imbituba, como também melhorar o fluxo viário intenso, a Avenida Renato Ramos da Silva, por outro lado, não teria o mesmo futuro.
Para quem mora no Sul do município, a hora do
rush, associada ao número elevado de lombadas e à via sem duplicação, acaba perdendo um bom tempo para concluir seu trajeto de casa ao trabalho e vice-versa.
Dentro de um ou dois anos, a Renato Ramos precisará ser duplicada, mas parece que o município terá problemas quando resolver duplicar. Faz alguns anos que mantive contato com Roberto de Bona, quando ele era o secretário da SEDURB. Na época, ele informou que alguns imóveis dessa avenida estavam ocupando área pública, mas os proprietários teriam se comprometido a desocupar quando o município iniciasse a duplicação da avenida. Não acredito que isso ocorra.
Se há imóveis ocupando área pública destinada à futura duplicação, a falta de intervenção do Poder Público poderá fazer com que o município tenha de desembolsar polpudas indenizações nas desapropriações necessárias, utilizando dinheiro que poderia ser investido em benfeitorias de trânsito.
A falta de planejamento e fiscalização nesse setor parece ser regra em todas as administrações, e quem paga é o cidadão.
A procuradoria do município deve agir imediatamente, para que no futuro não se perca tempo com ações judiciais, atrasando as obras.
Fiquei sabendo que o trânsito de caminhões na Renato Ramos será em breve proibido, melhorando bastante o trânsito nessa via, mas só a duplicação resolverá definitivamente o problema viário.
As ciclovias, tanto prometidas, ainda estão no papel, para a insatisfação geral de quem usa a bicicleta como meio de transporte ou para exercícios físicos. E penso até que a construção da ciclovia seja muito mais importante do que a própria duplicação dessa avenida.