
Na semana passada, ouvi comentários de que o ex-prefeito Osny Souza Filho estaria "cavando" uma vaga na diretoria da Celesc. Para mim não foi surpresa. Neste país, até quem foi um vereador de pouca expressão arruma um carguinho público facilmente, com a ajuda de quem ainda está no poder, em troca de alguns votinhos.
Bem, os boatos acabaram no blog de Prisco Paraíso, no dia 28:
"Reação
Hoje tem reunião preliminar do Conselho da Celesc, que se reúne no próximo dia 7. Repercute mal a nomeação do ex-prefeito de Imbituba, Osni de Souza, para diretor da estatal, indicado por Eduardo Moreira."
O jornalista não justificou a sua afirmação "repercute mal".
No mesmo blog, no dia 30, Prisco escreveu:
"Fora
O presidente estadual do PMDB, Eduardo Moreira, esclarece que coube ao deputado federal Edinho Bez, com o respaldo do governador Luiz Henrique, a indicação do ex-prefeito Osni Souza Filho (Imbituba) para diretor Técnico da Celesc Geração.
Moreira vê Osni habilitado para exercer a função, até porque é engenheiro mecânico formado pela UFSC e bacharel em Direito, pela Unisul, mas não quer curto-circuito com o prefeito de Imbituba, Beto Martins, também secretário geral do partido no Estado."
O "fora" de Prisco não foi apenas ao informar erroneamente a indicação - ou ele acertou e pediram para dizer que errou? -, mas errou novamente ao não identificar em sua segunda nota que Osny é do PMDB, enquanto Beto Martins é secretário geral do PSDB.
Ao final das
desinformações e boatos, eu soube que hoje Osny teria aparecido no seu futuro emprego, mas foi demitido antes mesmo de assumir. Na reunião do conselho administrativo da Celesc, ocorrida nesta data, o nome dele não recebeu as bênçãos dos conselheiros, cujo motivo da "demissão" seriam problemas financeiros vividos pela Celesc, que não teriam condições de arcar com mais um salário de diretor. Se esse foi mesmo o motivo para a não nomeação do ex-prefeito, eu não sei, mas se o motivo foi de ordem pessoal ou política, acredito que nenhum meio de comunicação informará.
Moacir Pereira, em seu blog, hoje, informou o fato desta forma:
"Posição da Celesc
O investidor Lirio Parisotto colocou claramente sua posição em relação à administração da Celesc. Quer uma gestão profissional, condena a indicação de políticos aposentados e sem experiência para cargos de direção e deseja uma administração compartilhada entre o governo e a iniciativa privada."
Cá com os meus botões, embora vivendo no Brasil, penso que não seria certo a nomeação de Osny Souza Filho sendo ele
condenado em processo cível por improbidade administrativa, na comarca de Imbituba, cuja condenação, ainda em grau de recurso, é a de devolver quase meio milhão de reais aos cofres do município.
Temos que acabar com esse desserviço prestado por políticos que vivem arrumando empreguinhos para seus afilhados em empresas públicas, sem qualquer critério técnico, sem qualquer benefício à sociedade, além de dar mau exemplo!