
Na última quarta-feira (26), o jornal Diário Catarinense publicou uma matéria sobre a matança de cães nos bairros Ibiraquera e Vila Esperança, e deu destaque ao fato mostrando uma foto que ocupava metade da contra-capa. Inúmeros meios de comunicação do Estado também deram publicidade às mortes, como se apenas a Zimba gerasse notícias dessa natureza. Acredito que haja escassez de matérias mais importantes.
De acordo com a
matéria publicada pelo Diário, somente no dia 16 foram mortos 22 animais, cuja ação criminosa já estaria ocorrendo há 10 anos.
Mas qual seria o motivo que levaria alguém a agir dessa forma, criminosamente?
Leitor, quantas pessoas você conhece que já se incomodou com o cachorro de estimação do vizinho? Quantas pessoas foram atacadas por cães soltos nas ruas, cujos animais possuíam donos? Quantas pessoas são importunadas pela cachorrada que não as deixam dormir durante o sagrado período de descanso noturno, ou até mesmo com o ensurdecedor e perturbador latido durante o dia? Quantos cidadãos vivem limpando a sujeira canina em frente de seus portões, enquanto os proprietários dos animais não estão nem aí para o vizinho indignado?
Como comentou nossa parceira,
Malu Peters, em uma
postagem daqui, "cachorro comporta-se tal qual seu dono e, com o tempo, até se parecem fisicamente." Diante disso, escolhi a foto para ilustrar este
post.
Bem, não quero com isso justificar as ações que culminaram nas mortes daqueles animais, mas simplesmente provocar o debate sobre as questões mencionadas. Será que haveria as mortes desses animais, se todos criassem os seus respeitando a vizinhança?
Soube que alguns cães que foram mortos não estariam incluídos no rol de situações que enumerei acima, como também eram devidamente criados dentro do quintal. Conjecturando, talvez o autor - ou os autores - das ações de envenenamento resolveu levar sua vingança até mesmo aos animais que nunca cruzaram seu caminho, tamanha a indignação que sente em razão de importunações já sofridas.
Penso que todos os cães deveriam usar coleiras com os nomes dos proprietários e todos os animais soltos recolhidos pela prefeitura, indistintamente. Aqueles que fossem recolhidos e identificados os donos, seriam estes autuados, cujo valor da multa seria cobrada anualmente, na mesma guia da taxa de limpeza pública. A mesma penalização seria procedida também no caso de perturbação aos vizinhos. E o dinheiro usado para a manutenção do canil público e do serviço de recolhimento de animais e de esterilização.
Poderia essa medida não resolver o problema de cães soltos, mas melhoraria sensivelmente e salvaria a vida de muitos animais.