Ontem, na Câmara de Vereadores de Imbituba, vários políticos estaduais e federais participaram do ato de assinatura das ordens de serviço de sua construção, que, por via férrea, ligará Imbituba à Região Norte do Estado.
Por conta desse evento, a cidade voltou fortemente à mídia nacional. Basta pesquisar na web.
A obra foi dividida em dois lotes, totalizando 235,6km e integrará os portos de Imbituba, Itajaí e São Francisco do Sul. Além disso, haverá a ligação entre a Ferrovia Tereza Cristina e a linha férrea América Latina Logística, a qual liga cidades da Região Norte do Estado ao Porto de São Francisco do Sul.
As ordens de serviço para a realização do projeto de execução da obra vai custar mais de R$ 17 milhões e deverá ser entregue dentro de 720 dias.
Dentro de alguns meses serão assinadas as ordens de serviço para estudos de impacto ambiental, cuja empresa vencedora da licitação receberá quase R$ 4 milhões.
A previsão para a conclusão da obra é de 5 anos, com um investimento total na casa de R$ 1 bilhão.
Em conversa com uma pessoa que esteve presente na cerimônia de assinaturas, disse-me que acredita que a ferrovia não estará concluída antes de 7 anos.
Haverá, tal qual a duplicação da rodovia BR 101, o complexo problema de desapropriação de imóveis que estejam na faixa de domínio por onde passará a estrada de ferro.
A senadora Ideli Salvatti, que também veio a Imbituba, discursou e informou: "Vamos contar com uma ferrovia que cortará toda Santa Catarina e estaremos conectados com o sistema rodoviário argentino e chileno. Iniciativa que aumenta a competitividade de nossos produtos para exportação".
Ideli referia-se à Ferrovia Leste-Oeste que, segundo ela, será ampliada pelo governo federal. Consequentemente, Imbituba estará conectada também aos países mencionados.
Leitores, repito o que escrevi em maio:
Essa nova realidade de Imbituba poderá levar a população novamente a dizer que Imbituba é a “cidade do já teve”, referindo-se a sossego e segurança. É o preço do desenvolvimento, quando não estruturado de forma a suportar tamanho sucesso econômico frente à questão social. Ainda é tempo de se rever projetos e implantar políticas sociais eficazes, com os olhos no futuro, para que o município não se destaque apenas economicamente, mas seja exemplo de qualidade de vida.