
"Localismo", para quem não sabe, é a preferência que o surfista local acha que tem sobre os surfistas que não são da cidade. Na visão estreita deles, acreditam que a onda do mar só pertence a eles e que turista tem de surfar bem longe dali.
Eu não queria falar sobre isso, antes da
etapa do WCT, mas já que o jornalista Luiz Carlos Prates, da RBS, tocou no assunto, vou antecipar minha crítica.
Esta foi a nota publicada no Diário Catarinense, hoje, pelo referido jornalista, intitulada "Bandidos":
"Faz tempo que um grupo de vagabundos, em Imbituba, proclamados surfistas, agride e afugenta turistas e surfistas de outras localidades. Reservaram domínio na praia.
Os covardes, que atacam em grupo, estão identificados e vão ser “pegados”. Imbituba não merece esses vadios. A tunda e o sol quadrado estão preparados para eles..."
Leitores, o fato teria ocorrido no feriadão do dia 1o. de maio, no Canto da Praia da Vila, onde alguns surfistas de Florianópolis teriam sido ameaçados por surfistas locais, se não saíssem da "onda". Dentre os ameaçados, pelo que sei, estava um delegado da DEIC e um empresário de Florianópolis ligado à RBS. Fala-se que havia também um delegado da Polícia Federal.
Como estavam em menor número, os surfistas de Floripa decidiram não reagir e saíram da praia, irritados com as palavras e palavrões ofensivos dos chamados "nativos".
Essa palhaçada já está indo longe demais. Não é a primeira vez que fatos criminosos dessa natureza acontecem em alguma praia de Imbituba. Para uma cidade que pretende se firmar no cenário internacional para sediar uma etapa do WCT, isso só vem trazer prejuízos para a cidade, causados por uma meia dúzia de imbecis que querem copiar de outras praias esse tratamento xenófobo sem qualquer sentido.
O fato está em apuração na Delegacia de Polícia de Imbituba e espero que a sentença judicial seja exemplar, para coibir essas imbecilidades.
A praia é local público e não possui reservas.